O COLÉGIO SANTA TEREZINHA foi a primeira instituição de ensino do Brasil a participar do NASA Human Exploration Rover Challenge, competição organizada pela agência espacial americana com jovens universitários e de Ensino Médio de todo o mundo. A escola obteve dois prêmios no torneio de 2017, realizado em abril passado: Melhor Equipe Internacional e Prêmio Pit Crew (de equipe com maior resiliência e eficiência na busca por soluções de problemas durante a competição). O NASA Rover Challenge 2017 teve a participação de 100 equipes americanas e de diversos países.
Veja aqui onde o time do Santa Terezinha apareceu na mídia (Relatório Mídia CST -NASA 2017)
A NASA realiza o Rover Challenge há 25 anos, no U.S. Space & Rocket Center, na cidade de Huntsville, no Alabama. A competição visa a estimular o interesse dos jovens pela ciência e pela pesquisa na área aeroespacial. O NASA Rover Challenge é dividido em duas categorias _ Ensino Médio e Universitário. O Colégio Santa Terezinha participou (e saiu premiado) da categoria Ensino Médio.
Para chegar até lá, nossa trajetória foi de muito esforço. O Brasil nem mesmo figurava como opção no formulário de inscrição da agência espacial americana. Foi necessário pedir à NASA a inclusão do Brasil. Entre tomar conhecimento da competição, pedir que o Brasil fosse considerado como candidato e embarcar para os Estados Unidos foram apenas três meses. Nesse ínterim, nosso primeiro time (batizado de Spacetroopers Brasil) construiu um Rover (carrinho com características específicas para a corrida) e correu atrás da divulgação de nossa história e de patrocinadores que pudessem nos ajudar. Fizemos bazares e rifas e uma vaquinha virtual. Também participamos do quadro “Agora ou Nunca”, do programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo.
O Colégio Santa Terezinha está agora montando um novo time de alunos para a competição 2018.
O QUE É O NASA ROVER CHALLENGE
Trata-se de uma corrida de obstáculos e tarefas. Cada equipe é composta por até seis membros. Eles são responsáveis pela construção do seu próprio Rover e deverão dirigi-lo pelo percurso da NASA. Os Rovers precisam ser movidos por força humana e carregar dois estudantes, de ambos os sexos, por esse percurso cheio de obstáculos que simulam terrenos extraterrestres como crateras, depressões, inclinações, montanhas. Um dos desafios do NASA Rover Challenge 2017 imposto às equipes foi a criação de suas próprias rodas. Elas não poderiam ser compradas prontas, de bicicletas, por exemplo. O Rover também precisava ser dobrável, pois uma das regras da competição era que dispositivo deve preencher os requisitos de tamanho (1,5m nas três dimensões) no momento de ser pesado.
Em 2018, além de construir o rover dentro das regras e do percurso cheio de obstáculos físicos, as equipes terão tarefas a executar durante a corrida. Ganha quem obtiver mais pontos nestas tarefas, realizadas dentro do percurso, num menor espaço de tempo e com menos punições.
PRÊMIOS OBTIDOS EM 2017
“Jesco von Puttkamer International Team Award”: ele é concedido à melhor equipe internacional a fazer um projeto para participar do Nasa Rover Challenge. Esse prêmio inclui não apenas o rover em si, mas também as estratégias usadas para construir o carrinho e para conseguir financiamento para viajar e transportar esse carrinho em grandes distâncias. Além de troféu e certificados, esse prêmio concedeu à equipe uma peça mecânica chamada diferencial, para ser usada no carrinho de 2018.
“Frank Joe Sexton Memorial Pit Crew Award”: ele é concedido à equipe (entre todas as que competem – esse ano foram cem) que melhor demonstrou liderança, criatividade, inventividade e empenho para solucionar problemas do carrinho durante a competição. Esse prêmio é dado pela equipe técnica do NASA Rover Challenge.
